quarta-feira, 17 de outubro de 2007

AS CONDIÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS DO PLANETA CONSIDERANDO A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL, MODO DE PRODUÇÃO CAPITALISTA E AS SOCIEDADES DE CONSUMO.


O grande processo de transformações que o mundo viveu desde meados do século XVIII, e que se estende até os nossos dias, trouxe uma série de benefícios e vantagens, mas, paradoxalmente, vem acirrando problemas nunca dantes imaginados em uma sociedade que se caracteriza pelo culto ao supérfluo e pelo consumo desenfreado.
As sociedades modernas têm uma característica que vem se perpetuando ao longo da história, com a dominação dos povos que são subjugados pelos que detém o poder. Aliás, Walter Benjamin, com muita propriedade, afirma que “Nunca houve um monumento da cultura que não fosse também um monumento da barbárie”, onde a cultura, assim como a ciência, não são isentas de barbárie e de mecanismos de dominação. As novas tecnologias que a ciência vem experimentando têm contribuído para aliviar o sofrimento e a angústia de significativa parcela da sociedade, porém, há um preço a se pagar, sobretudo, quando interesses escusos prevalecem sobre interesses comuns.
A ciência deve caminhar lado a lado com a ética, até porque, segundo Immanuel Kant “a ética que não reconheça a ciência será vã e inócua; e a ciência que pretenda ignorar a ética, será cega e vil”. Tal hipótese, é perfeitamente viável desde que haja uma tomada de consciência por parte das nações industrializadas e daqueles que têm o poder de decisão.
Nunca o planeta Terra esteve tão vulnerável com tamanho poder de destruição que o homem aflige a si mesmo. A natureza é objeto de constantes agressões e a sobrevivência fica, a cada dia, mais comprometida. Em nome de um chamado “avanço tecnológico”, busca-se, a todo custo, fazer prevalecer o capital financeiro sobre o bem estar da humanidade.
A crescente corrida pelo lucro exagerado e pelos mercados consumidores de produtos manufaturados e mercados fornecedores de matéria-prima lançou as grandes potências numa luta desenfreada entre si para garantir mais espaço e poder sobre as demais nações o que, por outro lado, acarretou uma acentuada negligência em relação às políticas de preservação e conservação ambiental.
O resultado é um planeta à beira de um colapso ambiental, onde observa-se que já começam a emergir uma variedade de catástrofes em vários continentes, fruto de oscilações climáticas e ambientais, causados pelos danosos efeitos do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera terrestre.
Grandes grupos empresariais promovem desmatamentos e queimadas em extensas áreas florestais do planeta e ainda promovem a contaminação de rios, lagos e de lençóis freáticos, comprometendo e poluindo as camadas atmosféricas e a qualidade da água consumida por milhões de pessoas.
O consumo desenfreado de combustíveis derivados do petróleo acelera ainda mais a degradação do meio ambiente e, mais e mais, a indústria automobilística, em nome do “bem estar” e da “comodidade” da sociedade, prega a comercialização, em grande escala, de motores e equipamentos poluentes.
Com muita propriedade, o documentário do político norte-americano Al Gore, intitulado “Uma verdade Inconveniente” traz à tona questões cruciais para serem discutidas pela comunidade em geral, no sentido de se evitar conseqüências mais danosas do que àquelas que já não se pode evitar.
Resta ao homem refazer a História e resgatar o pensar coletivo para que o planeta Terra não seja visto como “um pasto sem dono”. A consciência de que se caminha à passos largos para um abismo é imperiosa e, citando Nietzsche, quando diz “Precisamos da história, mas não como precisam dela os ociosos que passeiam no jardim da ciência”, chega-se à conclusão de que, deve-se ter em mente, um progresso e uma ciência trazendo benefícios ao planeta e ao homem, mas desde que trabalhados de maneira racional, consciente, prática e utilitarista e que, se faz necessário, um engajamento, uma luta, sem tréguas, em busca de uma vida mais saudável e promissoras para as futuras gerações.


Luis Guilherme

GLOBO REPÓRTER


Um dos programas jornalísticos que teve os maiores picos de audiência na Rede Globo de Televisão ao longo de sua história, foi o “Globo Repórter” que fez a sua estréia, na grade de programação da emissora, em abril de 1973, apresentado por Sérgio Chapelin. Nascia ali uma das principais escolas de formação profissional e realização de documentários no Brasil e um dos programas jornalísticos mais antigos, até hoje no ar. Desde então, tornou-se uma das atrações mais assistidas na televisão brasileira, com cerca de 30 milhões de telespectadores toda semana. Foi idealizado e criado para preencher uma lacuna no jornalismo televisivo brasileiro, no que diz respeito ao aprofundamento de assuntos polêmicos ou de interesse geral que pudesse despertar no telespectador uma visão mais crítica da realidade brasileira.
No início, era apresentada mais de uma matéria por semana, porém, nos dias atuais, há um aprofundamento com enfoque em um único tema. O “Globo Repórter” conta com uma equipe própria de repórteres, que gravam as matérias com aproximadamente três semanas de antecedência. Indo ao ar nas sextas-feiras às 21:45h, com duração de 45 minutos e dividido em cinco blocos.
Vários apresentadores já passaram pelo programa, ao longo de pouco mais de 24 anos em que está no ar. O “Globo Repórter” tinha como objetivo proporcionar qualidade para o público receptor o que era claramente perceptível, pelos índices de audiência, premiações internacionais e até um certo número de boas críticas.
Costuma-se afirmar no meio jornalístico que os programas de documentários para televisão não passam de filmes que insistem em mostrar a "realidade" indo além da ficção, sempre apelando para o aspecto sensacionalista.
Os grandes temas que encontram no documentário o seu mais importante meio e linguagem faziam parte da pauta do “Globo Repórter”. A busca por um jornalismo mais investigativo, ousado, dinâmico, que se aprofundasse em temas políticos e sociais em tempos que, como hoje, limitavam as idéias e as transformações sempre emergentes.
Outra máxima em televisão, numa alusão à Lei de Lavousier, afirma que “no meio, nada se inova, nada se cria; tudo se copia”, e o “Globo Repórter” não fugiu a essa regra. O modelo original, que inspirou a criação do programa, foi o Sixty Minutes, da CBS – programa que ainda hoje lidera a audiência na televisão norte-americana. Mas a idéia original se transformou muito: o mais importante era a ousadia da proposta de combinar a sofisticação da linguagem e da tecnologia cinematográfica com o poder massivo da televisão aberta na realização de filmes sobre a nossa realidade. Era um projeto ambicioso que deu certo.
Em sua primeira década no ar, os profissionais do “Globo Repórter”, apesar dos tempos difíceis de ditadura militar no país, criaram alguns dos melhores documentários já produzidos na televisão brasileira, tendo como proposta, um programa ousado e que, apesar do nome, não tinha nem repórter nem estilo ou formato definidos. Como dizia o seu criador, Paulo Gil Soares, "era um programa autoral" com diretores convidados que traziam na sua bagagem cinematográfica toda uma experiência de experimentação de linguagem e irreverência profissional para o mundo restrito e conservador do telejornalismo.
Hoje, porém, a realidade é outra. Interesses comerciais prevalecem sobre a finalidade maior que é de bem informar. Aquele formato original soa pretensioso e utópico, ainda que se possa crer na possibilidade da televisão brasileira vir a fazer alguma coisa boa em termos de jornalismo-documentário e que possa atingir, alcançar, não somente uma minoria, mas a totalidade do público telespectador. Produzir qualidade na TV aberta sem o elitismo de uma boa programação, o que atualmente está voltada somente para o público dos canais à cabo e de televisão por assinatura, é uma necessidade. Produzir bons documentários para o grande público já foi mais do que um sonho, no Brasil. E era isso que representava o “Globo Repórter”: uma verdadeira escola de "cinema verdade" para televisão. Pela primeira vez, os profissionais de telejornalismo vivenciavam uma nova realidade. Essa nova relação com o mundo do cinema influenciou durante muito tempo de forma positiva toda uma geração de jornalistas de televisão. Era instigante ver como os "cineastas" lidavam com a maior intimidade com a película, a luz, o enquadramento e, principalmente, com os personagens. Em contrapartida, os jornalistas de televisão ofereciam a experiência voltada para a agilidade das notícias e a criatividade nas soluções rápidas. Era um casamento difícil e delicado, porém, muito produtivo.
O “Globo Repórter” viveu a sua melhor fase até 1983. Até que as novas pressões para que o programa se tornasse "mais jornalístico", além das restrições às experimentações de linguagem, consideradas onerosas e até mesmo perigosas, fizeram com que o programa fosse se descaracterizando, afastando-se da proposta original, até se tornar o que é hoje. Estabeleceu-se um novo modelo econômico e político para o país e para o programa. O projeto pioneiro do “Globo Repórter” sobreviveu à ditadura, mas não sobreviveu ao peso da sua própria história de sucesso, criatividade e inovação. Foi aos poucos se tornando num programa cada vez mais "telejornalístico" e menos "cinematográfico". Passou a ser mais um programa com reportagens longas sobre temas óbvios e abandonou definitivamente a experimentação de novas linguagens audiovisuais. Os cineastas também se foram, alguns para carreiras de muito sucesso, longe da televisão.
Em sua nova formatação, o “Globo Repórter”, apresenta de forma insistente e persistente, a figura do repórter, que aproximou o gênero do que há de pior no telejornalismo moderno. Os temas passaram a privilegiar, com raras exceções, a vida dos animais em extinção ou exóticos e o turismo em locais paradisíacos, em programas burocráticos e pouco criativos. Os temas sociais e as denúncias de um jornalismo mais investigativo e impessoal, de cunho reflexivo, com características fundamentais do gênero documental, foram substituídos pela produção institucional tímida e bem comportada.
No Ceará, a situação não é diferente, pois, pouca ou nenhuma importância é dada ao gênero documentário em televisão. Não se tem notícia de qualquer tentativa de produção sistemática nessa área. Programas sensacionalistas que exploram a violência urbana grassam na televisão alencarina, como é o caso do Rota 22, Cidade 190, Barra Pesada etc. copiando o que há de pior na produção nacional.
O documentário possui uma longa tradição de questionamento, mobilização e conscientização política, sendo referência do passado para o presente. Mas diferentemente do cinema, a televisão não tem memória. Importa o presente e pouca importância se dá aos arquivos e a reflexão crítica.
Em épocas de universalização e padronização da informação e da verdade, voltadas somente para os interesses do lucro e do consumo desenfreado, não chega a ser novidade anunciar a morte dos documentários na televisão de massa no Brasil. O que se constitui em um fato lamentável, pois, o gênero muito contribui no sentido de esclarecer o público telespectador e de fazer luz para que possa pensar mais criticamente, não só o conteúdo dos nossos telejornais, mas, principalmente, o futuro do país.

LER OU NÃO LER?


“Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.”
Fernando Pessoa


Aos amigos e diletos internautas, tenho poucas, porém, incisivas palavras para defender o sagrado hábito da leitura. O que seria da História se não houvesse o narrador para contá-la, também, através de textos? O que seria do poeta, se não existisse a possibilidade de perpetuar versos e estrofes, através dos tempos? O que seria da humanidade se a escrita não tivesse sido inventada, para tirar o homem das trevas e do obscurantismo?
Com certeza, nós estaríamos até hoje deitados em nossos leitos de ignomínia, adorando os deuses e exaltando a lua, soçobrados na caverna de Platão, sem jamais ter experimentado o prazer de viajar pelo tempo, pelo mundo, pela indescritível e bela, natureza do saber. A leitura nos remete à sensações das mais diversas, um conhecer-se sem ter fim, um entregar-se sem sentir.
Das pirâmides do Egito às aventuras espaciais. Das grandes navegações às duas guerras mundiais. Conquistas e vitórias. Fracassos e derrotas. Viagem no tempo e na memória. Um maravilhoso mundo de encanto e magia, que só quem dá valor à leitura, quem não tem a alma pequena, será plenamente capaz de compreender e decifrar o indelével sentido de viver e conhecer.

Luís Guilherme M. Gaya

EXPOECE 2007 FOI MUITO CONCORRIDA


Terminou neste final de semana a 53ª Expoece - Exposição Agropecuária e Industrial do Ceará, uma promoção da Secretaria do Desenvolvimento Agrário - SDA e que ocorreu no Parque de Exposições Governador César Cals.
Este ano, a exposição teve como tema “Promovendo a Agropecuária e Fortalecendo a Agricultura Familiar”, e contou com várias novidades, como o incremento e a participação de pequenos produtores.
Dentro do evento, teve lugar a 1ª Feira Estadual da Agricultura Familiar, onde foi reproduzida uma minifazenda, uma casa de farinha e um engenho de cana. Segundo a assessora de imprensa da Secretaria do Desenvolvimento Agrário - SDA, jornalista Celina Paiva, este ano a exposição bateu o recorde de público presente, ao receber cerca de 23 mil visitantes em média, a cada dia. Segundo Celina Paiva, nos oito dias de evento, o movimento de negócios foi da ordem de R$ 7 milhões, o que demonstra a magnitude da iniciativa para o agronegócio no estado do Ceará.
Com o apoio da Ematerce, cerca de 50 pequenos agricultores de várias regiões do Ceará, tiveram a oportunidade de comercializar os seus produtos. Animais, como aves, caprinos, bovinos, ovinos e eqüinos ficaram em exposição, sendo que alguns eram animais de julgamento e outros eram para comercialização. Mais de 400 expositores estiveram presentes, com exposição de animais; representação de órgãos do governo; equipamentos, máquinas e utensílios agrícolas, além de vendedores ambulantes e barraqueiros.
A entrada para a Expoece 2007 foi franqueada para o público até às 14:00h, após o que, era cobrado um ingresso simbólico, ao preço de R$ 2,00, não dando direito a assistir às atrações musicais que aconteceram diariamente, no período da noite.
O balanço do evento foi altamente positivo e a expectativa é que em 2008, com uma política mais eficaz voltada ao agronegócio, se tenha um significativo incremento na participação, por parte de todos os segmentos interessados.

Luis Guilherme Moura Gaya
Jornalismo
Turma: JJ 42
Profa. Celina Paiva

Acróstico II






















"A esperança é o bem que mais se consome
e aquele que menos se esgota."
Octave Feuillet

"O maior erro que você pode cometer
na vida é o de ficar o tempo todo
com medo de cometer algum."
Elbert Hubbard


Por mais que o meu coração tentasse alcançar
A tua perfeita, inumerável e bela criação.
Tantas vezes me tomei de um nobre e confuso sentimento,
Raro, sensível e incontrolável de sempre querer-te.
Íntimo desejo e vontade que te tornasses só minha!
Com a pureza e ingenuidade de um errante sonhador,
Incauto por querer demais e cego aos apelos da razão,
Aos teus pés, eu ofereço: meu pequeno e singelo coração!



Luis Guilherme M. Gaya
Set/2007

Acróstico I

"Somos feitos de carne, mas temos
de viver como se fôssemos de ferro."
Sigmund Freud


"A gente sonha a vida inteira
e só acorda no fim."

Mano Brown


Já não estou mais aqui: agonizo.
O gigante adormecido despertou!
Agora, lentamente, avisto a Deusa do Destino, e,
Não mais dela posso escapar, esconder-me.
Ante o meu sagrado coração de sonhador,


Dou-me por vencido ao vencedor.
Agora quero mais, quero o infinito e derradeiro
Refúgio de quimeras e delírios, e,
Como Prometeu, jamais vou me libertar!

Luis Guilherme M. Gaya
Set / 2007

A IMPORTÂNCIA DO RÁDIO COMO VEÍCULO DE INTEGRAÇÃO SOCIO-CULTURAL


A noite de 11 de março de 1999 foi literalmente negra para muitos brasileiros que tiveram de enfrentar o maior apagão da história do sistema de fornecimento de energia elétrica no Brasil. O caos se estabeleceu sem precedentes e causou transtornos jamais vistos nas principais cidades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Dias depois do ocorrido, Élio Gaspari, jornalista brasileiro, em artigo intitulado: Na hora das trevas, a luz veio dos radialistas, publicado em vários jornais do país, dentre os quais, O Povo, de Fortaleza, traçou um quadro da vital importância que o profissional do rádio tem para a sociedade e do quanto o rádio, como veículo de comunicação, pode contribuir para manter e estabelecer a ordem e a calma, numa situação de risco, como foi o caso em questão.
Durante as três horas em que grande parte do país ficou na escuridão a população valeu-se do rádio como único veículo de comunicação de massa disponível, afinal, quase todo mundo possui um receptor de pilhas ou bateria, no carro, em casa ou no bolso. Isso muito colaborou para orientar os milhões de brasileiros que buscavam uma luz para chegar em seus lares à salvos.
Esse fato vem mostrar a força da comunicação, a força de um veículo que surgiu para transformar a sociedade. A comunicação se faz presente no meio familiar, na sala de aula, nos estádios, nas câmaras municipais, nas feiras e ruas, enfim, onde houver um grupo de pessoas interagindo haverá comunicação. Não há comunicação sem sociedade, nem sociedade sem comunicação. É uma necessidade básica da pessoa humana e que se confunde com a própria vida.
A necessidade de se comunicar, por ser inerente ao ser humano, logicamente encontra seus primeiros passos com o homem primitivo que, através de grunhidos, gritos e gestos, começa a interagir com seu semelhante, para, em seguida, associar os sons e gestos a certos objetos ou ações e criar os signos lingüísticos que, posteriormente, mediante regras, iriam originar a linguagem, aqui entendida como manifestação oral.
A linguagem oral por apresentar falta de permanência e alcance desperta o homem para a necessidade de fixar seus signos e transmiti-los à distância. É quando surgem primeiramente os desenhos rupestres e posteriormente a escrita. Com o passar dos séculos, o homem sente a necessidade de difundir e perpetuar o que escrevia. Gutenberg, com esse fito, cria a imprensa. Daí em diante, os avanços tecnológicos aceleram-se e surgem, sucessivamente, o telégrafo, o telefone, o rádio, a televisão, o computador e o satélite, para tornar melhor, cada vez mais, a vida do homem.
Em uma sociedade que tem na televisão sua referência em comunicação, com som e imagem do cotidiano quase sempre de maneira instantânea; no telefone ou na internet, a forma de comunicação imediata à curta e longa distância; e no jornal impresso, que oferece análise e aprofundamento no conteúdo da informação, o rádio tem o seu aspecto peculiar que é o imediatismo da informação e a capacidade de falar individualmente com as pessoas. Cada pessoa percebe de maneira diferente a mensagem que é simultaneamente irradiada para milhares, e até mesmo, milhões de ouvintes.
O rádio tem a capacidade de trazer a notícia, a informação, “o mundo”, para dentro de casa, do universo de cada ouvinte. No entender do historiador inglês Eric Hobsbawm, em seus estudos sobre os avanços tecno-cietíficos do início do século XX, “o rádio é uma poderosa ferramenta de comunicação e integração entre os indivíduos”. Trouxe uma revolução na relação do cotidiano das pessoas e na notícia, dando uma velocidade e um significado próprio aos fatos e acontecimentos que emergem nas sociedades.
Com a difusão de uma gama de assuntos de domínio popular, a invenção de Marconi trouxe uma maior integração e possibilidades de discussões de questões comuns aos grupos sociais.
No que tange ao aspecto cultural, a contribuição do rádio é significativa. Pois ele atua absorvendo, inovando e adaptando outras formas de artes e de cultura já existentes. A música, o teatro, o esporte, enfim, o rádio é, por excelência, o grande veículo catalisador e divulgador de diversas formas de manifestações artísticas e culturais.
Por ser o veículo de comunicação de maior penetração no seio da população o rádio operou profundas transformações sócio-culturais. Teve um papel relevante, seja ditando modas, criando estilos, inovando práticas do dia-a-dia, enfim, deixando marcas significativas na sociedade contemporânea. Um exemplo claro se tem aqui no Brasil, onde houve um noticiário radiofônico chamado Repórter Esso, que foi ao ar do início da década de 1940 até o ano de 1968. O programa tinha um mesmo padrão e várias versões em muitos países da América Latina e se caracterizava, no Brasil, por apresentar quatro incursões de cinco minutos cada e por ser apresentado sempre com uma pontualidade ímpar. Logo, as famílias brasileiras criaram o hábito de acertar os relógios e marcar compromissos pelos horários das edições do programa.
Quando surgiu, o rádio foi saudado com grande entusiasmo pela humanidade que viu naquele veículo de comunicação um futuro promissor. No Brasil, o rádio, em sua fase embrionária, teve na figura de Roquete Pinto um grande entusiasta e que anunciava a invenção marconiana com um olhar de profundo otimismo: “Todos os lares espalhados pelo imenso território do Brasil receberão livremente o conforto moral da ciência e da arte (...) pelo milagre das ondas misteriosas que transportam no espaço, silenciosamente, as harmonias.”.
Com o surgimento da televisão, na década de 1950, houve quem desse por acabada a dinastia do rádio. Ledo engano, pois o rádio, até os nossos dias, ocupa o seu lugar de destaque, apesar do surgimento de outras tecnologias e formas de comunicação mais modernas como a telefonia celular, o satélite e a internet, que tornaram o mundo uma verdadeira aldeia global.
O rádio continuará a prestar serviços cada vez mais relevantes e significativos a milhões de pessoas espalhadas pelo mundo. E, sempre que o homem se encontrar nas trevas, em busca de apoio e lenitivo para algum problema, com certeza, vai poder contar com as ondas mágicas que singram os céus do planeta e lançam palavras que, aos ouvidos, soam como o bálsamo da salvação.

Luis Guilherme Moura Gaya

quinta-feira, 20 de setembro de 2007


Olá Amigos!
Este espaço foi criado por mim para que a gente possa trocar idéias sobre os mais variados assuntos, como esporte, política, música, educação, meio ambiente, saúde pública, enfim, tudo que possa servir para o nosso crescimento como cidadãos. Um grande abraço a todos os amigos internautas!


Luis Guilherme Moura Gaya